Cerimónias do 3 de Março

25Mar2011

Centenas de Antigos Alunos compareceram nas cerimónias comemorativas de mais um aniversário – o 208.º - do Colégio Militar, as quais começaram com o Dia da Associação, onde o destaque vai para o “Acender da Chama”, feito pelo Director do Colégio Militar, Coronel Tirocinado Cóias Ferreira, pelo Presidente da Direcção, Martiniano Gonçalves (9/1958), pelo Comandante de Batalhão e pelo “Batalhãozinho”.

Seguiu-se, já nos Claustros, a cerimónia protocolar, na qual foram condecorados diversos militares e funcionário do Colégio Militar, sendo de realçar o facto do anterior Director, Major-General Raul Passos, condecorado com a medalha de Serviços Distintos Grau Prata ter feito questão que a mesma lhe fosse entregue no Colégio que dirigiu.

Foi, então a vez, do Director do Colégio Militar dirigir-se pela primeira vez, ao Batalhão, num 3 de Março, para depois de saudar a presença do Tenente-General Mário Cardoso, Vice-Chefe do Estado Maior do Exército, que presidiu à cerimónia, e dos presentes afirmar: «Quero aqui deixar uma palavra de particular apreço ao Senhor Engenheiro Martiniano Gonçalves, que participa nesta cerimónia pela última vez na qualidade de Presidente da Associação de Antigos Alunos do Colégio Militar, pela postura de grande disponibilidade que sempre demonstrou em colaborar com a direcção e com os alunos deste colégio, ao longo de 6 anos, designadamente em períodos de maior dificuldade. Senhor Engenheiro, o Colégio Militar está grato ao Antigo Aluno Número 9 de 1958 pela atenção e dedicação que sempre lhe dispensou». Dirigiu-se depois aos Alunos e aos Antigos Alunos do Colégio Militar, lembrando-lhes que «a vossa presença nestes seculares claustros constitui motivo de orgulho e, à semelhança das inúmeras placas comemorativas cravadas nas paredes que nos rodeiam, resultantes da veneração das diferentes gerações de Antigos Alunos, é a prova da perenidade sólida de uma instituição que se impôs ao longo dos duzentos e oito anos que estamos a celebrar. As instituições são obras das pessoas que nos antecederam e que, conforme aconteceu no Colégio Militar, aqui deixaram muito do seu saber e do seu trabalho, pelo que merecem todo o nosso respeito, admiração e a justa homenagem, a começar na pessoa do seu fundador, Marechal António Teixeira Rebelo, insigne militar, possuidor de uma determinação, de tal forma inabalável, que tornou possível esta obra quando o país vivia tempos conturbados, de instabilidade política e sob a ameaça das forças militares napoleónicas», para mais à frente no seu discurso, homenagear «os Antigos Alunos que honraram e amaram a Pátria, conforme o dever primeiro do Código de Honra do Aluno do Colégio Militar, dando a vida por ela nas Guerras Peninsulares, nas Guerras Liberais, nas Campanhas de Pacificação em África, na Primeira Guerra Mundial, na Guerra Civil de Espanha e nas Campanhas Ultramarinas. Todos eles representam, no sentido mais profundo, o vínculo desta Casa à Instituição Militar, comungando valores e virtudes, e estarão sempre na memória de todos quantos partilham o ideal do Colégio Militar».

Depois apontou o caminho para o futuro ao recordar que «a História ajuda-nos a não repetir erros mas, atenção, não nos dá soluções dogmáticas para o que teremos de enfrentar. Com base no nosso património histórico, temos que encontrar o nosso caminho para continuar a afirmar a identidade do Colégio Militar na sociedade, em geral, e na Instituição Militar em particular. E isto depende, em primeira instância, da qualidade do trabalho de todos quantos aqui servem e estudam, mas também da compreensão e apoio daqueles que têm uma relação directa de responsabilidade e afecto por esta escola. Falo naturalmente do Exército e das Associações de Antigos Alunos e de Pais e Encarregados de Educação», e a sua convicção «que o Colégio Militar continuará a ser um projecto válido no futuro na medida em que evidencie a mais valia da educação dos seus alunos, a qualidade do seu ensino, garantindo mais e melhores opções de acesso ao ensino superior, e a sua opção de internato, face a uma sociedade que, cada vez mais, mostra dificuldades de estruturação familiar e de disponibilidade de tempo para a educação e acompanhamento dos seus filhos. Acresce ainda a importância de clarificar o seu papel e âmbito no apoio social que presta, bem como o programa de actividades de índole castrense, com vista a obter uma maior adesão por parte dos alunos para concorrerem às academias militares».

E a terminar referiu: «Ao comemorarmos hoje a história do nosso passado, afirmamos a justiça do reconhecimento da missão do Colégio Militar em prol da Nação, com o peso da responsabilidade que nos cabe agora e no futuro próximo».

No domingo houve o tradicional desfile na Avenida da Liberdade, presenciado por milhares de pessoas e o jantar de convívio no refeitório do Colégio Militar.

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