No caderno de Economia do “Expresso”, Filipe Soares Franco (62/1963), presidente da ANEOP (Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas), defende a necessidade de ser efectuada uma regeneração urbana em vez de se proceder à reabilitação dos prédios.
Filipe Soares Franco não esconde que «gostava que 2011, 2012 e 2013 fossem anos de alguma estabilidade e que os empresários da construção pudessem saber com certeza aquilo de que vão dispôr» e reconhece que «a construção sempre viveu de ciclos eleitorais. É um percurso com "montanha e vales".
Considera, ainda, que há empresas a mais no sector pois «ter em Portugal qualquer coisa como 110 ou 120 empresas com a classe máxima, um alvará que permite fazer todo o tipo de obras é nitidamente excessivo porque não há obras em Portugal, nem projectos com dimensão para albergar este número de empresas».
Defende, tal como a ANEOP propôs, há alguns anos, a criação de um «alvará Classe 10», que «serviria para que, no máximo, houvesse 10 empresas portuguesas com esse alvará».
Assegura que mais importante do reabilitar prédios é regenerar. "É preciso regenerar o bairro em tudo, nas suas infra-estruturas, no saneamento, nas telecomunicações, no parqueamento…" e reconhece que é preciso "vontade política" para o fazer e que essa vontade "vai implicar um esforço financeiro".
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